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BIOSEGURANÇA

Percebendo-se a preocupação com a transmissão de doenças durante a rotina de trabalho, condutas de Biossegurança são empregadas em hospitais, consultórios odontológicos e vem sendo gradativamente aplicadas em salões de beleza e clínicas de estética.

Tendo em vista, que cerca de 80% a 90% dos acidentes ocasionados com agulhas, são responsáveis por transmissões de doenças infecciosas entre trabalhadores da saúde, condutas de Biossegurança são aplicadas com o propósito de diminuir o contágio de doenças nesses espaços.

Em vista disso, observa-se que as providências e normas adotadas para minimização de doenças ou riscos, tem como denominação Biossegurança, que segundo a Fundação Oswaldo Cruz.

É o conjunto de ações voltadas para a prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes às atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços, riscos que podem comprometer a saúde do homem, dos animais, do meio ambiente ou a qualidade dos trabalhos desenvolvidos.

Convém salientar que para Costa e Costa (2002), a Biossegurança é uma ação educativa, que através da agregação de conhecimentos técnicos, propicia a segurança da saúde do homem e do meio ambiente em âmbito geral através de um sistema de ensino-aprendizagem.

A Biossegurança ainda tem o propósito de proteger a saúde dos trabalhadores, evitando que eles contraiam doenças de pacientes, no local de trabalho ou de materiais biológicos provenientes deles.

Entretanto, é ampla a visão da Biossegurança, sendo ela um conjunto de normas e procedimentos estipulados através de Normas Regulamentadoras (NR’s) e legislações orientadas pela ANVISA, o Ministério da Saúde e do Trabalho, Fundação Oswaldo Cruz, entre outras instituições. Além disso, a Biossegurança não é voltada somente para os riscos biológicos, mas também de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) 1993 ela enfatiza sobre os riscos químicos, físicos, ergonômicos e de acidentes.

Em vista do exposto, inúmeros são os objetivos, normas, e condutas que a Biossegurança dispõe, entretanto neste estudo os biológicos que serão enfatizados.

Riscos biológicos

Durante os procedimentos de estética facial tanto cliente como profissionais estão em constante exposição aos riscos biológicos, portanto são necessárias a adoção de medidas preventivas.

A exposição a micro-organismos (bactérias, fungos, leveduras e parasitas), denomina-se riscos biológicos, que segundo a NR 32 é o contato do profissional com agentes biológicos durante a sua rotina de trabalho.

A transmissão desses agentes pode ocorrer de maneira direta ou indireta, sendo a maneira direta aquela resultante do contato físico entre transmissor e receptor por via cutânea ou secreções, já a maneira indireta, é através de instrumentos contaminados ou pela infecção cruzada (transferência de microrganismos de uma pessoa ou objeto para outra, resultando em uma infecção).

Acrescenta-se ainda, que algumas doenças podem ser transmitidas na cabine de estética facial, através manuseio incorreto de materiais perfuro cortantes ou pelo manuseio de materiais contaminados com secreções, sangue, através de exsudados provenientes da extração de acnes ou por meio de contato com a pele não-íntegra, ou ainda por mucosas (ocular, bucal, nasal), anexos cutâneos e pelo contanto das mãos do profissional com o cliente.

Dentro desse raciocínio, o profissional da estética facial está em constante exposição a materiais biológicos, ficando em contato direto com a pele não íntegra, material purulento e até mesmo sangue. Por força disso, as doenças que podem ser facilmente contraídas na cabine de estética facial são a síndrome da imunodeficiência adquirida (HIV-AIDS), hepatite B (HBV), hepatite C, herpes, micoses bem como a proliferação da bactéria Propionibacterium acnes.

Destaca-se ainda que, o vírus como o da hepatite B (HBV), pode sobreviver em condições normais em ambientes externos, podendo-se adquirir a doença quando o profissional ou clientes entrar em contato com sangue, através de instrumentos não esterilizados ou pele lesionada.

Em vista disso, é que artigos de estética facial como agulhas, extrator de comedões, eletrodos, pincéis, espátulas, toalhas, entre outros, podem servir de colonização e disseminação de doenças se não sofrerem processos de limpeza, desinfecção ou esterilização adequados. Vale acrescentar também que, para a minimização dos riscos biológicos o emprego dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) se faz necessário e essencial.

Equipamentos de proteção individual (EPI’s)

Observa-se então que Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) é todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho, ou seja, os equipamentos de proteção individual atuam como barreiras protetoras, a fim evitar o contato do profissional com o material biológico.

Abaixo então, descreve-se o porquê da necessidade de cada um dos EPI’s para a prática na estética facial:

Luvas descartáveis – caracterizam-se por promover uma boa barreira mecânica para as mãos do profissional e para a pele do cliente. Devem ser usadas quando houver a possibilidade do profissional se contaminar ou entrar em contato com sangue, secreções, mucosas, tecidos e lesões sobre a pele. As luvas devem ser usadas quando houver a manipulação de artigos ou superfícies contaminadas, ressalta-se ainda que as mesmas não devem ser reutilizadas por perderem sua efetividade na proteção, devendo posteriormente ser descartadas em lixo contaminado.

Máscara facial descartável – usa-se quando houver risco de respingo em mucosa oral e nasal, protegendo as vias aéreas superiores de micro-organismos contidos nas partículas de aerossóis, quando há um acesso de tosse, espirro ou fala. Em vista disso, nos procedimentos de estética facial, o uso desse EPI é de suma importância pela proximidade entre cliente e profissional, evitando a contaminação cruzada. Visa acrescentar que, durante o procedimento não se deve puxar máscara para a região do pescoço (pois a esta é considerada contaminada), além de trocar a mesma quando ficar úmida, no intervalo de cada cliente, e não ser reutilizada.

Touca ou Gorro descartável – o emprego da touca pelo profissional previne contaminação cruzada de paciente/profissional (por micro-organismos ou até mesmo piolhos). A touca pode ser utilizada tanto por profissionais como clientes devendo cobrir todo o cabelo dos mesmos. Vale acrescentar que, tanto a touca como as máscaras faciais, devem ser descartadas em lixo infectante após o uso das mesmas.

Jaleco – nos procedimentos de estética facial utiliza-se o jaleco, pois poderá ocorrer risco de respingos de material orgânico ou o contato com líquidos. O uso do jaleco protege o profissional da exposição a sangue e fluídos corpóreos e de respingos de material infectando. Baseando-se nisso, a sua utilização evita a transmissão de doenças não fazendo o transporte de microrganismos para outras localidades. Em vista disso, aconselha-se não utilizar o jaleco em outros locais, que não sejam do ambiente profissional, e estes devem ser trocados sempre que apresentarem sujidades.

Calçado fechado e calça comprida – o calçado fechado e a calça comprida são procedimentos de segurança adotados com o intuito de evitar que secreções orgânicas ou materiais de trabalho sejam lançadas sobre os pés do profissional, evitando acidentes e a transmissão de doenças. Partindo dessa ideia, na estética facial o uso desses EPI’s se faz necessário a fim de que materiais (vidros quebrados, agulhas) ou substâncias (ácidos esfoliantes) e também secreções orgânicas sejam responsáveis por acidentes ou transmissões de doenças em ambientes de trabalho.

Proteção ocular – é indicado o uso de óculos de proteção afim de evitar que respingos de sangue ou secreções atinjam os olhos do profissional. Outro meio de proteção ocular é o uso da lâmpada lupa durante os procedimentos de extração e drenagem das lesões da acne, esta não sendo apenas uma ferramenta de trabalho, mas consequentemente auxiliando na proteção do profissional.

Em face do exposto, considera-se que os EPI’s são de suma importância na prática da estética facial, pois os mesmos agem como barreiras mecânicas contra micro-organismos. Entretanto apenas o emprego dos EPI’s não é suficiente para evitar a transmissões de doenças no ambiente de trabalho, mas também, faz-se necessário o emprego de procedimentos de higienização dos utensílios utilizados, bem como entre outras ações citadas ao longo deste trabalho.

Classificação dos artigos

Os utensílios utilizados em estética facial, devem ser primeiramente classificados em artigos críticos, semicríticos e não críticos, para que logo após possam ser realizados os procedimentos de higienização (limpeza, desinfecção ou esterilização), dos mesmos.

Os artigos críticos são aqueles empregados em procedimentos invasivos penetrando na pele ou mucosas, ou ainda no sistema vascular e tecidos subepiteliais, submetendo os materiais ao contato direto com sangue e fluidos contaminantes. Os autores ainda advertem que os artigos críticos devem obrigatoriamente sofrer a esterilização. Em vista do exposto, na estética facial exemplifica-se nessa classificação ao extrator de comedões (cureta).

Os artigos semicríticos são os utensílios que estabelecem contato com a pele não íntegra ou com mucosas íntegras. Dessa forma, para que esses materiais possam ser utilizados após os procedimentos, estes deverão sofrer a limpeza, desinfecção de alto nível ou a esterilização. São exemplos desses artigos em estética facial os pincéis, toalhas, eletrodos, e as ponteiras dos equipamentos de eletroterapia.

Já os artigos não-críticos são aqueles que entram apenas em contato com a pele íntegra de clientes ou de profissionais, através de utensílios externos ao paciente. Para tais utensílios, emprega-se a limpeza e a desinfecção de médio a baixo nível para que estes artigos não sejam fontes colonizadoras de microrganismos.

Tendo como exemplos em estética facial as cubetas, cuba rim, espátulas, macas, lupas, e equipamentos externos utilizados pelo profissional.

Levando-se em consideração a classificação dos artigos de estética facial, é que no próximo subtítulo descreve-se os procedimentos de higienização dos artigos.

Procedimentos de higienização dos artigos

Limpeza

A limpeza dos artigos consiste em remover materiais estranhos como sujidades e matéria orgânica de superfícies e objetos. Comumente é feita através da aplicação de água, detergente e ação mecânica.

A limpeza poderá ser realizada com o auxílio de esponjas, escovas, panos podendo ser empregados para a limpeza, detergente líquido comum ou detergente enzimático.

Salienta-se que, a limpeza prévia é obrigatória anteriormente à desinfecção e esterilização, pois diminui resíduos de matéria orgânica e o número de microrganismos, auxiliando consequentemente na ação do desinfetante e no processo

Desinfecção

A desinfecção é realizada logo após a limpeza dos artigos, sendo este um procedimento químico que destrói parcialmente micro-organismos presentes em objetos, mas não inibe todos por completo, os esporos bacterianos ainda ficam ativos com a desinfecção. Em virtude disso, há a necessidade do processo de esterilização nos artigos que tem capacidade de suportar sem desgaste este processo.

Existem vários agentes químicos utilizados como desinfetantes: glutaraldeído, ácido peracético (0,2%), formaldeído, fenóis, entretanto estes por possuírem alta toxicidade, alto custo, tempo de contato prolongado, e alguns cancerígenos, não são muito viáveis para a prática em estética facial. Entretanto, abaixo descreve-se os desinfetantes como o álcool, hipoclorito de sódio (1%) e compostos quaternários de amônio, por possuírem baixo custo, alta disponibilidade, fácil manejo, e por possibilitarem uma desinfecção eficiente e com rápida ação para a prática na estética facial.

• Álcool: é utilizado tanto como desinfetante de superfícies ou como anti-sépticos para a pele.

As aplicações em artigos e superfícies, deverá ser realizada com álcool a 70%, friccionando-o, logo após deixando-os secar. Podendo ser aplicado em vidros, artigos metálicos, macas, etc. O álcool por possuir baixo custo e disponibilidade, é um dos desinfetantes mais utilizados.

Hipoclorito de sódio: a concentração indicada é de 1% por 30 minutos, entretanto este agente tem seu espectro de ação aumentado, quanto maior for sua concentração e tempo de contato. Estes agentes químicos por serem à base de cloro, reagem rapidamente com a matéria orgânica, logo, a limpeza prévia dos artigos fornecem maior eficácia e ação do desinfetante. Destaca-se, que estes são os desinfetantes mais utilizados devido ao baixo custo e largo espectro de ação. Esse mesmo agente não deve ser utilizado em metais devido sua ação corrosiva.

compostos quaternários de amônio: esses agentes são substâncias detergentes catiônicas com propriedade germicida, sendo utilizados a uma concentração de

0,2% (2.000mg/L) para superfícies não-críticas como pisos, mobiliários e paredes. Entretanto, estes agentes químicos são inativos por material orgânico, e por detergentes não-iônicos e sabões.

Esterilização

A esterilização é um processo químico ou físico que extermina todos os tipos de vida microscópica de um objeto, inclusive os esporos bacterianos. Porém o método de esterilização mais utilizado e abordado nesse artigo é a esterilização por temperatura, técnica que promete maior eficácia na destruição de micro-organismos. Esse método utiliza o calor tanto em condições úmidas ou secas.

A esterilização por calor seco é realizada pela estufa, tem como seu mecanismo de ação, elevadas temperaturas que propiciam a morte dos micro-organismos. No entanto ela não se mostra tão efetiva quanto a autoclave, ou seja, pelo calor úmido, pois a esterilização gerada pela estufa é realizada por meio de aquecimento e irradiação do calor, que é menos penetrante e uniforme que o vapor saturado.

A estufa deverá ser ligada antes do processo de iniciação da esterilização, afim de se obter a temperatura desejada do ciclo, entretanto o material já deverá estar dentro da estufa e quando for atingida a temperatura deseja, então deverá ser contado o tempo da esterilização.

Se sugere as seguintes temperaturas e tempos para a esterilização em estufa:

170°C 60 minutos

160° C 120 minutos

150°C 150 minutos

140° C 180 minutos

120°C 12 horas

A esterilização promovida pela autoclave, equipamento que utiliza calor úmido para esterilizar objetos, possui fases de remoção de ar, penetração de vapor e secagem.

Recomenda-se para a esterilização em autoclave, que os artigos estejam embalados em papel grau cirúrgico, e estes instrumentos devem ser esterilizados a uma temperatura de 121ºC durante 15 a 30 minutos a uma pressão de 1atmosfera.

Tendo em vista os procedimentos de higienização dos artigos, bem como a classificação destes, descreve-se os procedimentos de higienização dos utensílios utilizados na estética facial, observando as suas características físicas.

Gerenciamento de resíduos gerados na estética facial

Em estabelecimentos de saúde assim como na cabine de estética facial, há a geração de lixos que necessitam de um acondicionamento, identificação, separação e destinação final diferenciados.

O gerenciamento de resíduos, de acordo com a RDC 306, constitui-se por ser um conjunto de normas, condutas e técnicas com o intuito de minimizar a produção de resíduos, proporcionando um encaminhamento seguro, com isso protegendo a saúde pública, de trabalhadores e também do meio ambiente.

Para que haja um correto gerenciamento de resíduos e para que lixos não sejam dispostos em locais errados, faz-se necessária a identificação das lixeiras a serem utilizados. Outro aspecto importante a ser observado além da identificação das lixeiras, é que as mesmas possuam tampa e pedal.

Ressalta-se ainda que, além da implantação de lixeiras específicas, o manejo desses resíduos torna-se fundamental. Este, consiste em aspectos empregados dentro e fora dos estabelecimentos, além das etapas desde o início de sua geração até a disposição final, sendo essas etapas a segregação, acondicionamento, identificação, transporte interno, armazenamento temporário, armazenamento externo, e pôr fim a coleta e transporte externo.

Em estabelecimentos que desenvolvem procedimentos de estética facial, os resíduos gerados são classificados de acordo com a RDC 306, em resíduos biológicos (Grupo A), químicos (Grupo B), recicláveis e comuns (Grupo D) e perfuro cortantes (Grupo E).

Os resíduos infectantes ou Grupo A são resíduos que possivelmente entraram em contato com material biológico, micro-organismos, e que podem apresentar risco de infecção.

Esses resíduos deverão ser acondicionados em sacos brancos, além das lixeiras serem identificadas como lixo infectante e com uma relação dos resíduos a serem descartados nas mesmas. Na estética facial, alguns exemplos desse grupo são as luvas, toucas, algodão, gaze, e lençóis descartáveis contaminados com material biológico.

Já resíduos químicos ou grupo B, segundo a RDC 306 são aqueles que possuem características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade, podendo apresentar riscos à saúde pública e ao meio ambiente (BRASIL, 2004). Na estética, exemplificam-se os ácidos esfoliantes e suas respectivas embalagens. Esses resíduos devem ser identificados por símbolo de risco químico e frases de identificação.

O Grupo D ou os resíduos recicláveis são aqueles que, podem ser reaproveitáveis mesmo depois de usados, como plásticos, vidro, papel, papelão e metais, que não contenham sujidade biológica. Na estética os resíduos do Grupo D são os papéis, lençóis descartáveis não contaminados com material biológico, embalagens de produtos não tóxicos, caixas de papelão, latas e plásticos em geral. Entretanto, os resíduos comuns devem ser separados dos recicláveis, sendo estes aqueles resultantes de atividades diversas como alimentação, limpeza e de necessidades fisiológicas, os quais devem ser armazenados em sacos pretos.

E por fim, no Grupo E ou Resíduo perfuro cortante ou escarificante caracterizam-se as agulhas hipodérmicas, vidros quebrados, entre outros. Na utilização da agulha na prática da estética facial, primeiramente certifique-se que o cliente permita o seu uso. Quando empregar o uso da mesma, utilizar a parte superior transparente da embalagem para acomodá-la, jamais deixando-a exposta ou presa em toalhas ou lençóis. Ao término do procedimento, descartá-la em caixa de descarte perfuro cortante, depositando em recipiente rígido, acondicionando-as então de forma segura. Acrescenta-se ainda, que as agulhas não deverão ser recapeadas, grampeadas, quebras ou entortadas, devendo ser colocadas em caixas com paredes impenetráveis, e estas não devem estar completamente cheias.

Cumpre ressaltar que a disposição final desses resíduos citados deverá ser realizada por empresas especializadas ou por empresas urbanas que ofereçam esses serviços, entretanto a disposição dos mesmos após a coleta deverá ser fiscalizada pelos estabelecimentos, já que se tratam de resíduos que afetam o meio ambiente e a saúde da população (RAMOS, 2009). Essas empresas especializadas ou urbanas, devem obedecer aos critérios técnicos de construção e operação para a disposição dos resíduos no solo, e com licenciamento ambiental de acordo com a Resolução CONAMA nº237/97.

Portanto, todo o processo de gerenciamento de resíduos não visa apenas uma agregação correta dos resíduos gerados, mas a separação e a destino final dos mesmos faz com que não só a saúde humana seja preservada, mas para que também o meio ambiente seja conservado.

Higienização das mãos

A higienização das mãos do profissional de estética facial se faz necessária e é essencial, pois a execução das técnicas na cabine de estética facial pode disseminar micro-organismos para o cliente.

Cerca de 80% das infecções hospitalares podem ser evitadas através da correta higienização das mãos.

O método de higienização das mãos também pode ser nomeado como antissepsia, a qual através de agentes antimicrobianos visa-se eliminar micro-organismos presentes em tecidos vivos.

Esse procedimento de higienização das mãos deve ser realizado antes e depois do atendimento ao cliente, visando assegurar a eliminação do maior número de agentes microbianos contraídos da rua ou mesmo do trânsito. Entretanto, Brasil (1998) adverte que o uso das luvas não dispensa a lavagem das mãos antes e após procedimentos. Esse procedimento de higienização das mãos previne contra a infecção cruzada, que é desencadeada pela vinculação de micro-organismos de um paciente para o outro, de paciente para profissional e também de utensílios e objetos para o profissional ou cliente.

O procedimento de higienização das mãos deverá ser realizado com as unhas aparadas, para não haver o depósito de resíduos ou micro-organismos.

Durante esse procedimento de higienização das mãos deverá ser realizada sem acessórios como anéis, relógios e pulseiras, mas aconselha-se também durante em todo o procedimento de estética.

Recomenda-se a seguinte sequência para lavagem das mãos:

• sem tocar na pia, abrir a torneira;

• aplicar sabonete líquido;

• ensaboar as mãos, friccionando-as por aproximadamente 15 segundos, em todas as superfícies, como o dorso da mão, punhos e antebraços, a região palmar, entre os dedos e ao redor das unhas;

• enxaguar as mãos, retirando totalmente a espuma;

• secar as mãos com papel toalha descartável;

• fechar a torneira com papel toalha descartável;

• descartar o papel toalha na lixeira sem tocar na borda ou na tampa;

• realizar a antissepsia com álcool 70%, deixando-o secar naturalmente.

Conclui-se que a higienização das mãos do profissional é apenas um dos meios para a prevenção de doenças na cabine de estética. Pois, a utilização de todas as condutas de Biossegurança, não só garantem uma postura profissional adequada, mas tornam os procedimentos de estética facial mais seguros para a saúde de clientes e profissionais.

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Ricco Porto

Esteticista e Cosmetologo. Pós Graduado em Estética Facial e Corporal, Gestão e Docência em estética, Educador, Pós graduado em Docência do Ensino Superior. Mestrando em Educação. Membro representante da Federação Mundial de Massoterapia (World Massage Federation) desde 2014. Sendo a primeira escola Brasileira com esse título. Docente em cursos de Estética e Massoterapia, atuando como profissional dessas áreas há mais de 17 anos. Palestrante Internacional em Workshops, Simpósios e cursos. Diretor do Instituto Ricco Porto desde 2007.

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